16 novembro, 2008

Nem sei quem sou



A velha casa ainda não foi demolida pela ação do tempo, mas anda carecendo de mais movimento de sentidos por entre seus cômodos. Mesmo com uma falta de assunto assombrosa, a porta desta casa que vos fala ainda não se fechou de todo, acreditem. Vivo passando esses dias de silêncio sentado ao chão, com as costas repousadas num canto. A mente se resigna no quarto, único confessionário de seus medos, anseios e certas frustrações. Já o corpo, esse flana por aí sozinho na busca de um eu que “nem sei quem sou”, como cantavam os hermanos. Talvez encontre algum lugar bonito, que lhe inspire um palavrório mais agradável que este agora.

 

[Peço desculpas aos amigos pela ausência desta casa, mas detesto soar-me chato em tempos assim. Por isso, as poucas palavras. Mas prometo – a mim e aos que aqui visitam -- ser mais leve. A alma precisa disso]



6 comentários:

Toni Rabelo disse...

E a gente agradece.
Antes ver desbotadas as paredes da velha casa a vê-la demolida. Acredite.

Venha sempre, as palavras são poucas mas precisas!

Abraço grande, amigo.

Dauri Batisti disse...

Aguardaremos. Mas tuas palavras não foram pesadas. Entendo, no entanto, as exigências que o silêncio nos faz muitas vezes.

luisa soler disse...

esses versos de mário quintana são tão lindos.

belo blog.

abços.

Marco Antonio disse...

A melhor cura para a solidão é a solitude.

Camila F. disse...

Você sempre escreve suave.
Beijo

Poeta Mauro Rocha disse...

Sem problemas!! O importante é encontra-se e depois terá todo o tempo do mundo para muitas palavras.

Um abraço!!