22 novembro, 2007

Minha juventude

Inspirado em “Correspondências”, de Charles Baudelaire
Foto: “Os sonhadores”, de Bernardo Bertolucci


Eu faço parte de uma geração doentia
Que cisma em manter erguido o seu império colossal
Mesmo ciente de que seus alicerces
Há muito estão corroídos pelo tempo

Essa geração doentia da qual faço parte
Costuma esvair suas emoções em líquidos putrefativos
Outrora usados como ungüento para as dores do romântico
Na sua busca pelas belezas que a evasão o proporcionara

Como continuar jovem e olhar para frente
Se o horizonte nos dado paira como nebulosa em céu azul?

Mais fácil seria fechar os olhos
E evocar as grandezas raras do passado
É como ser peregrino num bosque de segredos
Que nos espreitam com seus olhares familiares

Pobre geração doentia
Apresento-lhe o doce calor da minha juventude
Que preserva as grandezas raras do tempo rarefeito

Melhor valorizar os esplendores do passado
Do que seguir reto e deixar-se contaminar
Por aqueles que ainda acreditam estar sãos e sadios



3 comentários:

J.P. disse...

"Tem gente que ama por esporte, tem gente que beija por beijar. Eu prefiro me apresentar!"

Guiu disse...

Post inspirado Dani! Adorei imagem e palavras!! Olha só, lembrei de ti na feira de livros. Entre os títulos que comprei,um do Tinhorão, A Imprensa Carnavalesca no Brasil", conhece??

Carol Timm disse...

Oi,

Você deve ser Dani, que é amigo do Guiu.

Achei interessante a troca literária e resolvi conferir seu blog.

É instigante esse texto seu.

Gostei de vir aqui!

Beijo,
Carol