26 fevereiro, 2008

Entre colchetes

[Poeminha sem muitas rimas, dedicado à menina [P], do blog “Segundas intenções”]
Foto da :: velha casa ::
Sony Ericsson K550i





Ela mora entre seus colchetes
Vive reservada no seu refúgio transparente
A menina revela pouco de seus quereres
Mesmo resignada em uma única letra


P

Ela atende pelo nome de P
Apenas P, não mais que P
Ela não usa apelidos, nem nome de batismo
Apenas uma letra a define

P

Soberana em sua forma maiúscula
Ela pode ser pequena, pacata ou pueril
Seu P é da pequena aprendiz
Que dialoga com o mundo
Com certas segundas intenções

P,
a menina,


Busca destrinchar a vida
Com suas próprias palavras
Suas palavras, sim, ganham nome e sobrenome
Pois somente a elas cabe definir o amor

P

Com a letra estampada em estandarte
Guardada nos colchetes do silêncio
A menina sugere a grandeza de sua alma
Disposta a encontrar a riqueza infinda
Nos trilhos do arco-íris do seu próprio céu

[P]

Nos colchetes da menina que lá guarda seu nome
Está a janela de uma moça pequenina
De onde assiste, com seu vestido azul
A vida lhe passar ao som de uma breve canção:



P
B
B ela
Ela
A menina
Que mora só ela
Bela


6 comentários:

Mr. Ziggy disse...

Algus selos o aguardam em Pesar de Alma. Abraços!

Mr. Ziggy disse...

O seu forte é fazer do detalhe uma grandeza. Darias um belo desenhista! Amei os versos, mais uma vez! Eita eu que gosto de vir aqui!

[P] disse...

*[P] respira*

*respira de novo*

*[P] procurando as palavras*

*achou, parece*

Ainda bem que você foi lá e me preparou antes. Quer dizer, nem sei se "ainda bem" é a expressão exata, porque imaginei que tivesse rendido um post aleatório, sobre um tema qualquer, envolto em colchetes... e quando chegou aqui é sobre o próprio [P] que você escreve...

Gosto de azul. Gosto de achar que minhas segundas intenções, escritas em linhas ou entrelinhas, ajudam a escancarar o que, verbalmente, talvez eu não conseguisse dizer. Gosto que me chamem de "menina". Gosto de transformar o monitor na minha janela, de onde vejo a vida passar também em belas palavras, como as suas.

Meu "refúgio transparente", onde guardo meus quereres é, assim como seu sorriso, resevado a poucos. Abro as portas da minha alma a quem considero que pode me acrescentar uma luz nova, um som diferente, um olhar revelador.... Auto-defesa, talvez, mas sabe-se lá os momentos pelos quais a [P] já passou para que, agora, escolhesse ser assim.

Ah, sim, faltou uma coisa: é mais do que eu mereço [principalmente por ter vindo de um moço que desnuda algumas de minhas nuances sem que tenha me conhecido ainda].

Brigada, Daniel, dono da Velha Casa que arranjou um lugar pros colchetes em forma de post :)

=****

ps: meu e-mail está lá no blog. você usa algum comunicador instantâneo onde eu possa agradecer "pessoalmente"? se tiver um, avise, tá?

Motta disse...

Que coisa mais linda!
Clarice certamente se emocionaria com isso tb!
Que coisa delicada! Lindo!
Abç, f

Ju disse...

quantas coisas os entrecolchetes revelam...
lindo isso, lindo!
beijos BEIJOS.
se me permitires, serei visita na casa!
;-)

Luis Fernando disse...

belo texto! brincar com a semantica é sempre bom! alpém do q,p pode ser P, ou infinitos "pes", bem debaixo de nossos pés! bela representação gráfica!