07 junho, 2008

Estufa




Nossos corações, certas horas, parecem sobreviver numa espécie de estufa. Esta semana, eles foram aquecidos pelas dúvidas, ecos e silêncios criados na estrada paralela à das nossas conquistas. As palavras proferidas na mesa do restaurante nos pediam que, juntos, quebrássemos as galerias envidraçadas dos sentimentos em busca de novas portas, novas saídas. Seria naquele momento cada um no seu ritmo, ao seu próprio passo, sem confundir agora nossas pernas na trilha que ousamos construir em tão pouco tempo. Mas nem os cacos no chão precisamos juntar. O vapor das lágrimas espocadas no vidro veio a arrefecer o calor daquelas emoções fortes, que os olhos vertiam à revelia do nosso controle. Daí a explicação para aquele longo abraço, embalado por um único som: o do suspiro.



“Se a gente já não sabe mais
Rir um do outro, meu bem
Então, o que resta é chorar
E, talvez, se tem que mudar
Vem renascido o amor
Bento de lágrimas”
[“O vento”, Los Hermanos]







4 comentários:

FlaM disse...

Lindo isso... Lindo...

Zek disse...

Rir um do outro, é a habilidade de manter a simplicidade no relacionamento, suas palavras como sempre suaves e belas.....
Casa nova ...
Abraço

Tudo ou nada ... disse...

Que seja um riso constante e frenético. Que seja um riso de alegria e não de nervosismo, que seja só alegria.
Abraços

Denys Gabriel disse...

Porra,bom...

e o que mais??