17 dezembro, 2007

Pede passagem


"Samba agoniza, mas não morre
Alguém sempre te socorre
Antes do suspiro derradeiro"
[Nelson Sargento]



São breves as palavras que constam nos tripés de pede-passagem de antigamente. Geralmente, as escolas de samba usavam esse recurso para apresentar o enredo e saudar, no começo do desfile, o público que iria prestigiar o evento e também os segmentos da imprensa presente na Avenida.

Hoje o pede-passagem é pouco usado no carnaval. As escolas de samba mal fazem referência ao seu nome, seu símbolo ou às suas cores no abre-alas, que é a primeira alegoria do desfile. Fica mais na lembrança dos puristas que prezam o bom e velho carnaval de outrora ("Velhos tempos que não voltam mais", cantam eles).


***

Na vida, cada qual tem sua própria folia, com suas alegrias, tristezas, intempéries, derrotas, vitórias e a sensação cíclica de que o fim anda logo ao lado de seu recomeço. Mas certas etapas, certos acontecimentos ou certas pessoas merecem um carnaval à parte.

Por isso, eu hoje dedico o meu amor, que pede passagem à vida e saúda a todos com um sorriso involuntário, sobre o qual eu dispenso qualquer controle.


[A você, a minha folia, a minha alegria
A você, a alegoria de uma vida renovada
A você, o meu passado sob nova perspectiva
A você, eu peço passagem
A você, dedico minha saudação]

Um comentário:

Vulgo Dudu disse...

Palavras de quem sabe do que fala... Ouvindo, e lendo, o que você tem a contar sobre o carnaval, a data fica até interessante para quem, como eu, é ruim da cabeça e doente do pé!

Abs!