22 fevereiro, 2008

Estigma

Foto da :: velha casa ::
Sony Ericsson K550i






Tatuagem
Tinta do corpo indelével
De posição no mapa invisível
Escondida sob o manto da própria vergonha
[Risível]


Marca
Nascida desde o primeiro dia
Cresce hoje à revelia
Da vontade de encarar o mundo com certa valentia
[Covardia]


Mancha
Que escancara o próprio preconceito
Não consegue impor respeito
À pequeneza de uma alma diminuta
[Por mim mesmo]


Estigma
De sobrenome assinado Eterno
Ainda faz do meu destino incerto
Mesmo quando aponto de perto
O coração amedrontado pelo véu descoberto
[Silêncio]




8 comentários:

Filipe Garcia disse...

Eu gostei dos versos, mas sabe do que eu gostei mais? Dessas palavras dentro das chaves. Ficou parecendo um suspiro de alma... algo incosciente... mto bom!!!

abraço.

Marina Mah disse...

Que lindo!

Gosto de palavras entre chaves...rs
Sempre me dão a sensação daquilo que não deveria, mas que se queria ser falado...

Um beijo!

Guilherme Côrtes disse...

dizer o que já se foi dito aí em cima é até chato, né? também gosto das chaves, como estética do texto.
texto intimo, gosto dessas coisas, que se projetam na gente.
um abraço, Daniel.

Mr. Ziggy disse...

Meu caro,
Teus versos tão deveras lindos! É muito bela a forma como tu crias conexões do simples ao complexo. Isso enriquece teus versos, engrandece tua poesia.

Eita eu que gosto um tanto de vir às bandas de cá. Abraço apertado,
Zy

Marco Antonio disse...

lindo, cara... você alcançou uma beleza rara, uma simplicidade longe de ser inócua, banhada por uma estética agradável...
é pura arte.

Tiago Moreira disse...

Gostei da maneira como falastes de tatoo, tenho algumas, gosto muito dessa arte, acho que é uma forma de materializarmos no corpo, na casca, idéias e pensamentos que trazemos em nossas cabeças.

Abraços.

Anônimo disse...

Adoro tatuagens...

Luis Fernando disse...

Interessante! complexo mas interessante! sabe, achei bacana isso de dizer algo e entre parenteses dizer o oposto (sendo q o oposto q é a verdade)_ algo como se fosse um pensamento. bacana!